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Vazão e velocidade: use o diâmetro interno do tubo

A vazão volumétrica corresponde ao volume que atravessa uma seção por unidade de tempo. Em uma seção cheia, Q = A × v relaciona essa vazão à velocidade média.

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A área que interessa é a de passagem

Para uma seção circular cheia, A = π·DI²/4. Aqui DI é o diâmetro interno efetivo, em metros, e v é a velocidade média na seção, em metros por segundo. Com essas unidades, Q sai em m³/s. Multiplique por 3.600 para obter m³/h ou por 1.000 para obter L/s. O perfil de velocidade pode variar dentro do tubo; a fórmula emprega a média volumétrica, não a velocidade máxima no centro.

Área interna circular e setas de escoamento, com Q igual à área interna vezes a velocidade média
A área indicada é interna. As setas representam a direção do escoamento; não descrevem o perfil real de velocidades. Toque no desenho para ampliar.

A designação DN ou NPS identifica um tamanho nominal; não deve ser inserida automaticamente como DI. Em tubos de mesmo diâmetro externo, uma parede mais espessa reduz a área disponível. Revestimentos internos, incrustação ou corrosão podem exigir outras verificações da seção efetiva. Para uma geometria circular uniforme, o DI pode ser calculado por DE − 2t, usando dimensões conferidas.

Tabela calculada, sem indicar velocidade recomendada

Os valores de 1 e 2 m/s abaixo são entradas didáticas. Não são limites universais para água, óleo, vapor ou outros fluidos e não substituem critérios do processo. Cada linha foi obtida diretamente da área interna, sem reproduzir tabelas de catálogo.

Vazão para diâmetros internos especificados
DI (mm)Área interna (mm²)Q a 1 m/s (m³/h)Q a 2 m/s (m³/h)
25490,871,7673,534
501.963,507,06914,137
805.026,5518,09636,191
1007.853,9828,27456,549
15017.671,4663,617127,235

Exemplo: 30 m³/h em dois diâmetros

Para Q = 30 m³/h, primeiro divida por 3.600: Q = 0,008333… m³/s. Com DI = 100 mm, a área é 0,00785398… m² e v = Q/A ≈ 1,061 m/s. Mantendo a mesma vazão e reduzindo DI para 80 mm, a velocidade passa a aproximadamente 1,658 m/s.

A relação ajuda a identificar erros de ordem de grandeza: dobrar o diâmetro interno quadruplica a área e, para a mesma vazão, reduz a velocidade a um quarto. Dobrar a vazão em uma seção fixa dobra a velocidade. A perda de carga, porém, não segue apenas essa proporção; depende também de comprimento, rugosidade, propriedades do fluido, regime de escoamento e acessórios.

O que informar antes de selecionar a tubulação

Informe fluido, vazão nas condições de operação, temperatura, pressão, diâmetro e espessura, extensão da linha e singularidades. A relação geométrica não determina sozinha a bitola adequada, a potência de bombeamento ou a pressão admissível.

Para gases, uma vazão normalizada não deve ser colocada diretamente nesta conta para obter a velocidade local. Primeiro converta para a pressão e temperatura da seção, como explicado no guia de ar comprimido. Linhas parcialmente cheias e escoamentos multifásicos também precisam de modelos próprios.

Fontes e critérios

Consulta técnica e redação própria da GDL. As tabelas de exemplos foram calculadas para este guia.

Revisão editorial: 17/10/2026. Consulte a fonte e a configuração indicadas em cada tabela. Desenhos explicativos não representam um desenho de fabricação aprovado.
Do guia ao catálogo

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