Use o diâmetro por onde o fluido realmente passa
O cálculo relaciona a vazão volumétrica à área interna da tubulação. Para um tubo circular cheio, Q = A × v e A = π × DI²/4. A velocidade é a média na seção, não a velocidade máxima no centro do escoamento. A calculadora permite resolver v, Q ou DI sem assumir uma bitola comercial nem recomendar uma velocidade para o processo.
Informe DI em milímetros. Uma designação DN ou NPS não deve ser usada automaticamente como diâmetro interno: tubos com o mesmo diâmetro externo podem ter diferentes espessuras. Para uma parede uniforme, DI = DE − 2t, com todas as medidas na mesma unidade. Revestimentos internos e depósitos podem reduzir a passagem; nesse caso, use a dimensão efetiva conferida.
Três modos de cálculo e unidades
Para calcular velocidade, informe vazão e DI: v = Q/A. Para obter vazão, informe DI e velocidade: Q = A × v. Para determinar um diâmetro geométrico, use DI = √(4Q/πv). Neste último modo, vazão e velocidade precisam ser maiores que zero; um resultado de DI não escolhe automaticamente o schedule nem a classe de pressão.
Internamente, a conta utiliza metros e segundos. Assim, a vazão em m³/h é dividida por 3.600; L/s é multiplicado por 0,001. A ferramenta mostra também a área interna e a vazão equivalente em m³/h e L/s, facilitando a conferência dos dados recebidos de uma bomba, medidor ou especificação de processo.
| DI efetivo (mm) | Área interna (mm²) | Velocidade média (m/s) |
|---|---|---|
| 50 | 1.963,50 | 4,2441 |
| 80 | 5.026,55 | 1,6579 |
| 100 | 7.853,98 | 1,0610 |
| 150 | 17.671,46 | 0,4716 |
Ao dobrar o DI de 50 para 100 mm, a área cresce quatro vezes e a velocidade cai para um quarto, mantendo a vazão. Como segunda conferência, DI = 100 mm e v = 2 m/s resultam em aproximadamente 56,549 m³/h. São relações geométricas, independentes de uma classificação comercial do tubo.
O que ainda precisa ser verificado no projeto
Uma velocidade calculada não informa sozinha se a tubulação está adequada. Avalie perda de carga, extensão da linha, conexões, válvulas, rugosidade, propriedades do fluido, transientes, erosão e ruído. A pressão e a temperatura de operação também participam da seleção do material e da espessura, mas não são determinadas por esta ferramenta.
Para gases, utilize a vazão real nas condições de pressão e temperatura da seção analisada. Vazão normalizada exige conversão antes do cálculo da velocidade local. Escoamentos bifásicos e tubulações parcialmente cheias precisam de outros modelos. Veja o guia de vazão real e normalizada e a explicação de área, diâmetro interno e velocidade.
Fontes e critérios
Texto, desenhos e exemplos calculados pela GDL. Referências consultadas em 17/10/2026.
- KSB — velocidade na seção e influência do diâmetro interno
- KSB — definição e unidades da vazão volumétrica
- NIST — conversões entre unidades